Caiu na Net » Príncipe de “Finding Prince Charming” foi garoto de programa

O reality show Finding Prince Charming (“Em busca do príncipe encantado”, em tradução livre) no canal de TV a cabo Logo (o mesmo que RuPaul ainda sustenta com RuPaul’s Drag Race). “Basicamente um The Bachelor com caras gays”, descreve a revista TV Guide, para então afirmar que esse programa “já devia existir faz tempo”.Eu tinha algo para comentar sobre o programa assim que eu fiquei sabendo a seu respeito – algo breve e querido e óbvio para mim, mas de alguma forma não tão óbvio para os produtores – mas um escândalo! tomou conta do seriado antes que eu tivesse tempo de escrever sobre ele. Descobriram que Robert Sepúlveda Jr., o solteiro gay que está sendo disputado por treze pretendentes gays, costumava trabalhar como garoto de programa, talvez tenha sido preconceituoso com um cliente negro (acusação que se baseia no testemunho de um internauta rejeitado), e gravou alguns vídeos eróticos quando trabalhava como acompanhante. (A internet jamais esquece nada, e comentadores nunca perdoam.) Em poucos dias, os executivos do canal Logo jogaram seu príncipe encantado na fogueira: o passado puto e prostituto de Sepúlveda não havia sido descoberto durante o processo de seleção, afirmaram em pânico para o site The Wrap, e soubessem disso antes, não haveriam escolhido o galã para ser o astro do programa.



O escândalo em si não me interessa muito – atuar como profissional do sexo não deveria ser motivo para escândalo, e programas de TV que se apoiam em relacionamentos são um tipo de trabalho com sexo – e discordo fortemente com aqueles que deixam comentários em sites como Queerty dizendo que Sepúlveda é “uma desgraça para a comunidade”, “um pervertido também aos olhos de outros gays” e que “de príncipe encantado não tem nada”. (É sempre muito triste ver gays que caem no padrão sexofóbico de repreender e agredir profissionais do sexo.) Mas concordo em gênero, número e grau com E. Alex Jung, que escreveu sobre o escândalo para a revista New York, quando ele argumenta que Sepúlveda e o canal Logo estão reforçando o mesmo estigma em torno da prostituição que é a fonte de seus problemas:


Antes de eu falar o que queria dizer originalmente sobre esse reality show de namoro – e quaisquer outros que venham a utilizar gays – vou despejar rapidamente algumas coisas: não há nada inerentemente bagaceiro nos desejos libidinosos dos gays. Uma porção de relacionamentos gays ótimos devem suas existências (de algumas horas, ou de anos pelo resto da vida) à decisão de dois (ou mais) homens gays colocarem em prática seus desejos libidinosos. Além disso, gays do meu coração: casamento não é uma obrigação.  Eu tenho dois irmãos mais velhos, os dois héteros; um é casado, o outro não. Se o casamento não é obrigação para meu irmão mais velho, num relacionamento de longa duração que jamais se tornou casamento… também não é uma obrigação para nós. E se meu irmão mais velho hétero conseguiu ter os culhões de resistir às alianças apesar das expectativas esmagadoras da história, do patriarcado heterossexista, e de nossa mãe… não há de ser tão difícil resistir às pressões da Logo. Além disso, nem ser um astro pornô no presente é algo incompatível com o desejo de se assentar. Outra coisa, sabe quem também enfia coisas no rabo e engole porra? Héteros! Eles são iguaizinhos a nós! Quase! Alguns sabem até soletrar “gozar” corretamente!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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